Espondilite Anquilosante: Tem Cura? Saiba o Que Fazer

ESPONDILITE ANQUILOSANTE: TEM CURA? SAIBA O QUE FAZER

Espondilite Anquilosante: Tem Cura? Saiba o Que Fazer

 

Espondilite anquilosante é uma doença inflamatória crônica autoimune que afeta as articulações do esqueleto axial (crânio, caixa torácica e coluna vertebral), principalmente a coluna vertebral, e grandes articulações como ombros, quadril e joelhos. Se não tratada, a espondilite anquilosante pode ser incapacitante e nos casos mais graves, pode afetar os olhos, coração, pulmão, intestinos e pele.

A doença autoimune é quando o sistema imunológico “ataca” células e tecidos saudáveis do corpo, tratando-os como “invasores”.

O que pode causar a espondilite anquilosante?Geralmente, na espondilite anquilosante são atingidos primeiramente as articulações da coluna e sacroilíacas (entre a base da coluna e o quadril).

Na coluna vertebral, a espondilite anquilosante caracteriza-se pela fusão de algumas vértebras, afetada pela inflamação das articulações na coluna, tornando-a menos flexível, rígida, e curvada para frente.

Espondilite significa inflamação da coluna e anquilosante significa fusão.

O que pode causar a espondilite anquilosante?

A causa da espondilite anquilosante é de origem desconhecida. Mas sabe-se que é mais frequente em homens do que nas mulheres, na faixa etária entre 20 e 40 anos.

Também, a probabilidade da espondilite anquilosante é maior se houver casos na família. Estudos apontam que 90% dos pacientes brancos com espondilite anquilosante, herdam um marcador genético denominado HLA-B27.

Quais os sintomas da espondilite anquilosante?

A espondilite anquilosante pode apresentar como sintomas:

  • Dor lombar persistente, que pode melhorar com o movimento e que piora em repouso, especialmente após dormir; 
  • Dor irradiada para as pernas e nas nádegas, tendo como origem as articulações sacroilíacas;
  • Dor mais intensa conforme a evolução da doença;
  • Enrijecimento da coluna (anquilose) devido ao comprometimento progressivo de sua mobilidade;
  • Dor no peito devido à inflamação das articulações entre as costelas e a coluna, que piora com a respiração profunda;
  • Diminuição da expansão torácica;
  • Aumento da curvatura da coluna na região dorsal.

Como a espondilite anquilosante é diagnosticada?

O diagnóstico da espondilite anquilosante leva em consideração os sintomas, resultados de exames de sangue e achados radiográficos nas articulações da região sacroilíaca.

Nenhum deles traz exatamente o diagnóstico, mas o conjunto dos resultados apontam para a suspeita da doença ou excluem outras que podem se confundir com a espondilite anquilosante.

O melhor é consultar o médico especialista em coluna para que ele possa avaliar todo o quadro e prescrever o tratamento mais adequado.

O diagnóstico precoce é de extrema importância para evitar a progressão da doença e suas complicações.

Qual o tratamento da espondilite anquilosante?

O tratamento da espondilite anquilosante tem por objetivo conter os sintomas da dor com medicamentos; manter a amplitude articular de movimentos e reduzir o risco de deformidades, recorrendo-se à fisioterapia, ou mesmo a cirurgia, em casos mais graves quando o quadril é afetado e seja necessário substituir a articulação (artroplastia). A doença não tem cura e acompanha o paciente por toda a vida.

Em geral, os medicamentos indicados são os anti-inflamatórios não-esteroidais, analgésicos e relaxantes musculares. Os medicamentos imunossupressores e biológicos podem ser indicados pelo clínico/reumatologista e muitos apresentam bom resultado para conter a evolução da doença. É importante que nunca se automedique, procure um médico especialista.

A fisioterapia e atividade física são fundamentais para fortalecer os músculos e manter a mobilidade das articulações.

Embora não exista cura para a doença, o tratamento adequado, somado à rotina preventiva contínua, aliviam as dores e contém a evolução da doença, afastando uma incapacidade futura e garantindo ao paciente uma vida produtiva.

O tabagismo é contraindicado, pois a espondilite anquilosante pode causar fibrose pulmonar.

O tratamento cirúrgico pode ser indicado quando há grande comprometimento das articulações do quadril e deformidade em cifose da coluna vertebral com impossibilidade de olhar para frente. Outra indicação possível é no caso de fraturas entre segmentos fusionados.

Qual o tratamento da espondilite anquilosante?

O que acontece se não tratar a espondilite anquilosante?

Se não tratada, a espondilite anquilosante pode resultar em deformidades e se tornar incapacitante. A doença é progressiva e grave.

O paciente deve ficar atento, os sintomas de dor da espondilite anquilosante podem se apresentar de maneira intermitente. Desaparecem espontaneamente e após um tempo, acontece a recidiva.

A cifose é comum para pacientes sem tratamento como consequência de uma postura adotada para aliviar a dor lombar. Conforme a evolução da doença, a cifose pode se acentuar, resultando até na perda da curvatura lombar.

Nos quadros mais graves, podem ocorrer lesões nos olhos (uveíte), coração (doença cardíaca espondilítica), pulmões (fibrose pulmonar), intestinos (colite ulcerativa) e pele (psoríase) e desenvolver artrite no quadril.

O que acontece se não tratar a espondilite anquilosante?

Como prevenir a espondilite anquilosante?

Para prevenir e conter a evolução da espondilite anquilosante é necessário que seja adotada uma ação contínua, incorporada aos hábitos do paciente como:

  • Consultar o médico especialista regularmente para o acompanhamento do quadro clínico e em caso de necessidade de medicamentos para conter a fase aguda da  dor (clínico, reumatologista, ortopedista);
  • Prática de exercícios físicos para ajudar na mobilidade; 
  • Fisioterapia com exercícios respiratórios e posturais, principalmente os que estimulam os movimentos em direção oposta às deformidades;
  • Procurar manter sempre a postura correta;
  • Dieta balanceada para controlar peso e aliviar a sobrecarga na coluna e articulações;
  • Utilizar colchão, cadeira, móveis que estabilizam a coluna e proporcionam conforto, etc.

Embora a prática de exercícios físicos seja sempre recomendada e benéfica, algumas atividades não são recomendadas para quem tem espondilite anquilosante.

Especialmente os que podem prejudicar as juntas e sobrecarregar a coluna como os de intensidade alta (saltos, levantamento de peso) e de impacto (corrida), ocasionando o desconforto ou aumento da dor. Os ossos da coluna anquilosada são mais suscetíveis à fratura.

Recomenda-se a supervisão e orientação de um profissional capacitado.

Espondilite anquilosante tem cura?

A espondilite anquilosante não tem cura. O tratamento consiste em aliviar os sintomas e conter o avanço da doença.

A doença é autoimune. O sistema imunológico ataca as articulações e como defesa, o corpo cria mais osso (ossificação). Na coluna vertebral, atinge as articulações, fazendo crescer osso em seu lugar, levando à junção das vértebras.

Em um caso extremo e raro, os ossos da coluna e quadril podem ficar completamente fundidos. É mais comum que a doença não se apresente de forma tão severa.

É importante diagnosticar o mais cedo possível para propiciar a qualidade de vida do paciente, mantendo a mobilidade das articulações, conter a progressão da doença e evitar problemas relacionados nos olhos, coração, pulmão, intestino e pele.

Com a prática regular de exercícios adotada no tratamento, o uso da medicação diminui na maioria dos pacientes, sendo necessário apenas quando os sintomas aparecem.

 
Para dúvidas e mais esclarecimentos, agende uma consulta.

 

Publicações científicas:

Sociedade Brasileira de Coluna – https://www.coluna.com.br/
AO SPINE – https://aospine.aofoundation.org/
Sociedade norte americana de cirurgia de coluna – https://www.spine.org/

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