Extrusão discal

O que é Extrusão discal?

extrusão discalA extrusão discal ou hérnia de disco extrusa é a terceira fase de um processo degenerativo dos discos intervertebrais. Ela é comumente associada ao envelhecimento, mas também pode ocorrer em pessoas mais jovens em decorrência de sobrecarga da coluna ou doenças degenerativas.

Discos intervertebrais: o que são?

A coluna vertebral é a estrutura que sustenta o tronco e a cabeça. Seus principais componentes são as vértebras, que consistem em ossos empilhados uns sobre os outros e, entre elas, os discos intervertebrais, que são anéis com função de amortecimento.

Os discos intervertebrais são constituídos por duas partes. O ânulo fibroso é a região mais externa e rígida. Ele desempenha um papel de resistência nos movimentos da coluna e, além disso, também serve para proteger o núcleo pulposo, que é uma espécie de recheio gelatinoso que absorve os impactos da coluna.

Na ocorrência de condições que desencadeiam o desgaste do anulo fibroso, pode ocorrer um extravasamento do núcleo, que leva a um processo inflamatório e pode, inclusive, causar a paralisia dos membros nos casos mais avançados.

O que é e o que causa a extrusão discal?

extrusão discalA extrusão discal é causada pela desidratação do disco e ruptura do ânulo fibroso que circunda o núcleo pulposo. Esse núcleo que extravasa é a chamada hérnia extrusa. A causa mais comum desse quadro está relacionada ao processo de envelhecimento. O desgaste acumulado ao longo dos anos e a perda da capacidade de regeneração podem ser responsáveis pela fragilização da estrutura externa do disco e, então, facilitar o rompimento.

Situações de sobrecarga e compressão do disco, como a obesidade, o uso indevido da coluna e a execução de trabalhos pesados podem desencadear o desgaste precoce dos anéis fibrosos. O tabagismo também é um fator de risco, já que diminui o fluxo de sangue para os discos e facilita sua degeneração.

Há ainda um fator genético, visto que pessoas cujo histórico familiar inclui casos de hérnia de disco têm mais chances de desenvolver o quadro.

Na existência de qualquer uma dessas condições, o disco intervertebral fica mais frágil e rígido, dificultando a realização de movimentos. A extrusão pode ocorrer de uma vez em resposta a um esforço súbito ou progressivamente. Quando ocorre progressivamente, o processo costuma envolver três etapas distintas, que podem ser diagnosticadas por exames de imagem.

A primeira fase é chamada de abaulamento e consiste na desidratação e achatamento do disco, que perde altura e fica mais “largo”. Na persistência dessa compressão, a próxima etapa é a protrusão, ou seja, o extravasamento inicial do núcleo pulposo, mas sem ruptura do anel fibroso. Por fim, quando o ânulo se rompe, o conteúdo pulposo vaza em direção ao canal vertebral, caracterizando a hérnia extrusa. Essa condição pode causar dor, alterações de sensibilidade e força muscular no trajeto do nervo acometido.

+Protrusão e abaulamento discal

Quais os sintomas da extrusão discal?

extrusão discalComo a região da coluna é ricamente inervada, a extrusão discal pode acarretar a compressão dos nervos que passam por ali. Isso acarreta uma dor intensa, que pode ser contínua ou ocorrer na forma de crises. O incômodo não se restringe apenas à coluna, já que pode irradiar para os membros superiores ou inferiores, de acordo com a altura do disco acometido.

Além da dor, outros sintomas que podem estar relacionados à extrusão discal são:

  • Formigamento ou dormência;
  • Sensação de choques e pontadas;
  • Inchaço;
  • Dificuldade para mover a coluna e os membros.

A presença do conteúdo gelatinoso em uma posição anormal desencadeia ainda a ativação do sistema imune, que inicia um processo inflamatório no local e contribui para a intensificação dos sintomas.

Em alguns casos o paciente pode referir apenas dor irradiada, sem dor na coluna.

+O que faz a coluna desgastar?

Como é o tratamento para extrusão discal?

O diagnóstico e o tratamento podem ser guiados por um médico especialista em coluna, que determinará a abordagem apropriada para cada caso de acordo com o exame físico, testes de imagem e o histórico clínico do paciente.

Na maioria dos casos, a resolução do processo inflamatório e a reabsorção do material que vazou ocorre sem a necessidade de intervenção cirúrgica. A abordagem conservadora inclui a prescrição de medicamentos para aliviar a dor, bem como anti-inflamatórios e relaxantes musculares.

Além da administração de fármacos, a fisioterapia pode ser adotada como um método para restaurar a movimentação e a força muscular no tronco.

A cirurgia pode ser necessária em casos onde o tratamento não invasivo foi insuficiente ou quando há agravamento do quadro, como paralisia dos membros ou retenção urinária. Nesse caso, o disco acometido é removido, possibilitando a restauração funcional da coluna e o alívio dos sintomas.

Procedimentos minimamente invasivos como a endoscopia de coluna podem ser indicados na falha do tratamento clínico.

+Endoscopia de Coluna

+Ortopedista especialista em coluna

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