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  • Calor ou Frio para Dor nas Costas

    Calor ou frio para dor nas costas

     

          As evidências da literatura médica sugeremque o calor é mais efetivo no tratamento da dor na coluna. O calor relaxa a musculatura paravertebral, a qual geralmente está contraturada nos processos dolorosos.

          O uso de compressas frias na coluna não tem o mesmo suporte pelos trabalhos científicos. Entretanto, algumas pessoas acham que tanto o calor como o frio auxilia na dor.

     

    Saiba como fazer o uso correto de compressas:

    Calor para aliviar a dor na coluna

    Aplicar calor durante 15 a 20 minutos. Esse processo pode ser realizado de 4 a 6 vezes ao dia. O calor úmido (compressas quentes, banhos, duchas) funciona melhor do que o calor seco.

    Se você estiver usando uma almofada de aquecimento elétrico ou bolsa térmica, cuidado para não deixá-la em contato direto com a pele, pois poderá causar queimaduras.

    Gelo para aliviar a dor na coluna

    Gelo e compressas frias podem aliviar a dor, inchaço e inflamação. São mais efetivas nas distensões musculares, lesões articulares e outras condições como a artrite.

    Você pode utilizar uma sacola com gelo embrulhada em uma toalha ou pano. Nunca aplique o saco plástico ou o gelo diretamente na pele. Outra possibilidade é molhar uma toalha com água fria e aplicar no local. Aplique por 15 a 20 minutos, 3 a 4 vezes ao dia.

     

    É fundamental passar em avaliação médica com um especialista em coluna para o tratamento adequado da sua dor, principalmente se a dor persistir apesar das compressas. 

     

    Referência:

    French SD, et al. (2006). Superficial heat or cold for low back pain. Cochrane Database of Systematic Reviews.

     

     

     

  • Dor na Coluna. O que fazer para aliviar?

    Dor na Coluna. O que devo saber?

    dor na coluna

    A dor na coluna é um sintoma cada vez mais frequente no mundo moderno. A dor na coluna também pode ser referida como dor na coluna vertebral, dor nas costas ou, dependendo da sua localização, cervicalgia, dorsalgia e lombalgia

    A dor na coluna é muito mais frequente do que imaginamos. Muitos de nós já ouviu algum relato de um parente, amigo ou colega de trabalho que vem sofrendo dor na coluna e, muitas vezes, de forma recorrente. Quando observamos os hábitos de vida da maioria da população podemos notar que há muitos fatores de risco diários. São horas na posição sentada, vícios posturais no computador, sedentarismo ou exercícios irregulares, sobrepeso, etc. Enfim, as causas são bem conhecidas, porém nem sempre nos atentamos para o real problema em nosso caso específico.

    Cerca de 80% dos adultos irão sentir dor na coluna pelo menos uma vez ao longo da vida. Apesar dessa alta prevalência, apenas 2 a 5% da população procura auxílio médico anualmente.

    Os locais mais comuns de dor na coluna são: coluna cervical e coluna lombar. Isso se deve ao fato desses dois segmentos da coluna vertebral serem mais móveis e mais sujeitos ao stress e sobrecarga do dia-a-dia. A coluna torácica é um segmento mais rígido e estável, portanto é mais raro de ser acometido.

    As causas mais comuns de dor na coluna são as de origem muscular (tensões, contraturas, estiramentos e entorses). Quando falamos de causas musculares, devemos associar os componentes de stress, ansiedade, tensões e sobrecargas que ocorrem em nossa rotina. Esses componentes são fundamentais na fisiopatologia da dor muscular pois aumentam a intensidade e a duração da dor.

    A dor na coluna causada por entorses e estiramentos musculares na maioria das vezes está associada a exercícios mal conduzidos ou posturas anti-fisiológicas. Nesses casos podemos ter desde uma simples inflamação até a ruptura de fibras musculares

    Diferentemente de outras partes do corpo, algumas lesões musculares na coluna vertebral podem levar várias semanas para cicatrizar. Nesse período, algumas medidas terapêuticas devem ser instituídas para o correto restabelecimento da função. Por isso a importância de um correto diagnóstico e tratamento pelo especialista em coluna. A boa notícia é que mais de 90% dos casos são de tratamento clínico e têm ótimo prognóstico. Para uma boa evolução o diagnóstico deve ser precoce e o tratamento instituído deve ser bem disciplinado.

    dor na coluna

    Outra causa extremamente frequente de dor na coluna é a dor discogênica, ou de origem no disco intervertebral. O disco intervertebral é uma estrutura presente entre as vértebras da coluna que apresenta uma camada externa mais rígida (ânulo fibroso) e uma camada interna mais macia (núcleo pulposo). Suas principais funções são o amortecimento de cargas na coluna e auxílio na mobilidade entre as vértebras.

    A degeneração e desgaste do disco intervertebral está presente em todos os indivíduos em diferentes graus. À medida que envelhecemos, o núcleo pulposo do disco vai desidratando e se tornando menos macio. O ânulo fibroso também vai sofrendo degenerações e lacerações ao seu redor (fissura do ânulo fibroso). Com isso, iniciam-se sintomas dolorosos na região da coluna e que podem eventualmente irradiar para algum membro pela compressão dos nervos próximos aos discos (raízes nervosas - dor ciática). O pico de incidência da dor na coluna decorrente da degeneração dos discos ocorre entre 35 e 55 anos de idade. 

     

    Padrões comuns de Dor na Coluna

     

    1) Desordens estruturais da Coluna

    dor na coluna

    As desordens estruturais da coluna vertebral, como uma degeneração do disco intervertebral (protrusão ou abaulamento do disco), frequentemente resultam em dor que é agravada por atividades físicas ou situações de permanência na mesma posição por longos períodos de tempo. O alívio da dor muitas vezes está relacionado ao repouso ou a mudança de posição (por exemplo alternar da posição sentada para a posição em pé).

    Se a dor é do tipo discogênica (origem no disco intervertebral), a dor costuma piorar na posição sentada, levantando ou carregando pesos (principalmente movimentos de flexão e torção do tronco).

    Se a dor é de origem facetária (desgaste ou artrose das facetas/articulações da coluna vertebral), a dor geralmente piora com atividades que tenham extensão do tronco e longas caminhadas. É interessante observar que em ambos os casos pode haver dor irradiada para algum membro devido à compressão de alguma raiz nervosa (radiculopatia).

     

    2) Desordens inflamatórias da Coluna

    Desordens inflamatórias da coluna são um grupo de doenças de origem reumatológica e que podem ter uma série de sintomas associados. Esse tipo de dor na coluna geralmente é pior pela manhã e melhora com a atividade durante o dia. Pode eventualmente piorar com um período de inatividade durante o dia. Geralmente há rigidez articular associada e pode haver outros sintomas articulares (inchaços, dores nos ombros, joelhos, quadris e outras articulações, por exemplo).

    Há também um grupo de doenças chamadas de espondiloartropatias muito associadas com dor na coluna (espondilite anquilosante, artrite psoriática, síndrome de Reiter). O diagnóstico é essencialmente clínico e auxiliado por alguns exames de imagem e marcadores sanguíneos.

     

    3) Infecções da Coluna

    O padrão de dor na coluna em pacientes com infecção é geralmente mais intenso à noite. Pode haver associação de calafrios e sudorese noturna.

    Na maior parte dos casos a infecção se inicia em outra parte do corpo e posteriormente acomete a coluna, sendo mais comum o acometimento do disco intervertebral em crianças (discite infecciosa).

     

    4) Traumas na Coluna

    Traumatismos e fraturas na coluna podem causar dor em diferentes intensidades.

    Uma simples contusão muscular pode levar a alguns dias de dor, sendo que fraturas e luxações podem evoluir com dor por meses e até necessitar de tratamento cirúrgico. Na maior parte dos casos a dor é auto-limitada.

     

    5) Tumores na Coluna

    Indivíduos com dor na coluna ocasionada por tumor geralmente tem o sintoma mais intenso à noite e mesmo em repouso. A dor pode estar relacionada ao processo neoplásico em si, à instabilidade vertebral ou compressão de estruturas neurológicas.

    Pode haver outros sintomas sistêmicos associados (perda de peso, mal estar, perda de apetite, etc).

     

    6) Osteoporose na Coluna

    Em paciente com osteoporose é relativamente comum o surgimento de fraturas por insuficiência nas vértebras. Essas fraturas ocorrem com traumas leves ou mesmo sem traumatismo aparente.

    Nesse tipo de fratura há o aparecimento súbito de dor na coluna, a qual é intensa nas primeiras 6 a 8 semanas. A dor é agravada pela atividade e movimentos de flexão e torção do tronco.

     

    Sinais de alerta para Dor na Coluna

    Independentemente da origem da dor na coluna, é fundamental uma avaliação médica se a dor estiver piorando ou se não houver melhora em uma semana.

    Outros fatores importantes para serem considerados são:

     

    - Irradiação para os membros (formigamentos, dormências, fraquezas)

    - Perda de controle da bexiga ou intestino

    - Perda de peso

    - Febre

    - Dificuldade para andar

    - Desequilíbrio

     

    Dicas para prevenir Dor na Coluna

    1) Mantenha-se ativo: procure fortalecer a musculatura ao redor da coluna vertebral (paravertebral, multífidos, abdome/CORE, etc).

    2) Postura: manter uma postura correta no dia-a-dia irá eliminar a maior parte das causas de dor na coluna (saiba qual a postura correta).

    3) Atividades aeróbicas: além do fortalecimento da musculatura, é essencial o treino aeróbico para controle do peso e melhor função cardiorrespiratória.

    4) Pare de fumar: o tabagismo é um fator de risco significativo para a degeneração precoce do disco intervertebral.

    5) Controle do stress: situações estressantes do cotidiano, tensões musculares, nervosismo e ansiedade aumentam o nível de dor e dificultam o tratamento e relaxamento da musculatura (saiba mais dicas para uma coluna saudável).

     

    Procure sempre a orientação de um médico especialista em coluna para melhor avaliação da dor na coluna.

  • Dor nas Costas. O que pode ser?

    Dor nas costas. O que devo saber?

    Dor nas Costas

     

    A dor nas costas é uma queixa extremamente comum na população em geral. Cerca de 80% dos indivíduos adultos terão dor nas costas durante a vida. 

    Atualmente essa incidência tem aumentado em decorrência de má postura, excesso de peso e até o envelhecimento da população.

    A região da coluna onde a dor é mais frequente é a lombar. A dor lombar, ou lombalgia, na maioria das vezes é causada por contraturas ou distensões musculares que nem chegamos a perceber. Às vezes um simples movimento de levantar um peso de forma errada ou um movimento súbito de flexão e torção do tronco pode provocar esse tipo de dor. Esses são apenas alguns exemplos de inúmeras causas.

    Pode haver, entretanto, alguma outra doença associada na coluna que esteja contribuindo ou até gerando a dor. Dois exemplos muito comuns são a artrose da coluna (desgaste osteo-articular) e a hérnia de disco. Nesses casos, a dor pode durar várias semanas, meses, ou até anos, diferentemente de uma contratura ou distensão muscular mais simples.

    Algumas pessoas podem ter dor crônica nas costas com períodos de crise (episódios de dor aguda) mais ou menos intensos, inclusive com dormências nos braços ou pernas. Nesses casos sempre é importante procurar um médico antes de tomar qualquer medicação sem orientação.

     

    É importante sempre procurar atendimento quando algum dos seguintes sintomas está associado à dor nas costas:

    • Persistência da dor por mais de 1 semana
    • A dor está piorando
    • Braços ou pernas estão pesados ou sem força
    • Formigamento ou dormência nos membros
    • Perda de controle da bexiga ou intestino
    • Limitação nas atividades diárias
    • Dificuldade para andar

    dornascostas 
     

     

     

     

     

     

    Mas quais são as causas mais comuns de dor nas costas?

    A causa mais frequente é o nosso próprio comportamento durante o dia-a-dia. Tensão e estresse do cotidiano muitas vezes levam a contraturas musculares e consequente dor. A postura incorreta por muitas horas na frente do computador, sentado no trabalho, ou mesmo dirigindo, acaba determinando um desbalanço muscular na coluna com diminuição da massa muscular, sobrecarga/edema dos ligamentos e encurtamentos. Mesmo na posição em pé, por muitas horas em postura inadequada, pode levar a dor nas costas. Esses efeitos a médio e longo prazo podem causar dor crônica em graus variados e intermitentes. Em contra-partida, indivíduos que exercem trabalhos pesados, com levantamento ou movimento de pesos de forma incorreta também acabam tendo lesões musculares e dor nas costas.

    Outras causas comuns são lesões desportivas. Esportes com movimentos de torção e flexão do tronco com a musculatura da coluna despreparada ou até encurtada podem levar a lesões e dor nas costas por várias semanas. Uma ruptura do disco pode estar presente nesses casos.

    O envelhecimento da coluna é outro fator que pode gerar dor. A medida que os anos passam, os discos (amortecedores naturais da coluna) vão se desidratando, os espaços por onde passam os nervos e a medula pode ir diminuindo devido à artrose (desgaste natural da idade) e o indivíduo pode começar a apresentar dor nas costas progressiva com irradiação da dor para algum braço ou perna. A dor “corre” pelo membro de acordo com o nervo que está sendo comprimido na coluna.  Outro problema que pode estar relacionado à coluna é a dificuldade para andar devido às pernas “pesadas” ou dormentes. As principais causas para isso são problemas de coluna e problemas vasculares.

    Ás vezes a dor nas costas que “corre” ou “caminha” para a perna ("ciática") ou o braço, pode estar sendo causada por uma hérnia de disco. A hérnia de disco acontece quando o disco da coluna sai do seu local habitual. Quando isso acontece, uma parte do disco pode comprimir um ou mais nervos.

    Acidentes e traumatismos também podem causar dor nas costas, podendo ser apenas uma contusão ou até mesmo uma fratura na coluna. Nesses casos também é sempre importante uma avaliação médica.

    Indivíduos com osteoporose têm uma incidência maior de fraturas na coluna. Essas fraturas podem até mesmo ser espontâneas, sem nenhuma queda ou trauma. É sempre importante lembrar da possibilidade de fraturas em pacientes portadores de osteoporose que apresentam dor de coluna súbita.

    O excesso de peso é uma preocupação global e ele pode influenciar muito na frequência de dor nas costas. O sobrepeso aumenta a pressão nos discos da coluna e influencia no equilíbro postural fisiológico. Muitas vezes uma simples redução de peso pode melhorar o quadro doloroso. Existem também algumas doenças reumatológicas que podem interferir nas costas, como artrite reumatóide, fibromialgia e espondiloartropatias levando a sacroileíte (espondilite anquilosante, sd. Reiter, artrite psoriática). Doenças neuromusculares, neoplasias e até mesmo distrofias podem causar dor nas costas, mesmo em repouso. Deformidades da coluna como escolioses, hipo/hipercifoses e hipo/hiperlordoses também podem levar a dor nas costas de diferentes maneiras de acordo com a gravidade.

    A grande maioria dos pacientes irá melhorar com tratamento clínico e medidas conservadoras. A cirurgia da coluna está indicada em uma minoria dos casos.

    É importante sempre ter em mente que se a dor nas costas persiste ou é acompanhada de outros sintomas já mencionados, você deve fazer uma consulta com um especialista em coluna.

  • Medicações

    O tratamento medicamentoso para a dor na coluna ou a dor irradiada para os braços ou pernas visa, principalmente, amenizar ou suprimir os sintomas para que o paciente possa ter uma reabilitação adequada.

    As medicações disponíveis para o controle da dor podem ser analgésicos simples, antiinflamatórios, relaxantes musculares, corticóides, medicações para dor neuropática, analgésicos opióides e até mesmo medicações injetáveis hospitalares.

    Os sintomas dolorosos podem ser leves, moderados ou fortes e devem sempre ser avaliados pelo médico, pois algumas vezes há sinais limitantes ou perda da função neurológica em níveis imperceptíveis pelo paciente.

    DR. LUCIANO PELLEGRINO - ESPECIALISTA EM COLUNA

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