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  • Calor ou Frio para Dor nas Costas

     

          As evidências da literatura médica sugeremque o calor é mais efetivo no tratamento da dor na coluna. O calor relaxa a musculatura paravertebral, a qual geralmente está contraturada nos processos dolorosos.

          O uso de compressas frias na coluna não tem o mesmo suporte pelos trabalhos científicos. Entretanto, algumas pessoas acham que tanto o calor como o frio auxilia na dor.

     

    Saiba como fazer o uso correto de compressas:

    Calor para aliviar a dor na coluna

    Aplicar calor durante 15 a 20 minutos. Esse processo pode ser realizado de 4 a 6 vezes ao dia. O calor úmido (compressas quentes, banhos, duchas) funciona melhor do que o calor seco.

    Se você estiver usando uma almofada de aquecimento elétrico ou bolsa térmica, cuidado para não deixá-la em contato direto com a pele, pois poderá causar queimaduras.

    Gelo para aliviar a dor na coluna

    Gelo e compressas frias podem aliviar a dor, inchaço e inflamação. São mais efetivas nas distensões musculares, lesões articulares e outras condições como a artrite.

    Você pode utilizar uma sacola com gelo embrulhada em uma toalha ou pano. Nunca aplique o saco plástico ou o gelo diretamente na pele. Outra possibilidade é molhar uma toalha com água fria e aplicar no local. Aplique por 15 a 20 minutos, 3 a 4 vezes ao dia.

     

    É fundamental passar em avaliação médica com um especialista em coluna para o tratamento adequado da sua dor, principalmente se a dor persistir apesar das compressas.

     

    Referência:

    French SD, et al. (2006). Superficial heat or cold for low back pain. Cochrane Database of Systematic Reviews.

     

     

     

  • Dor na Coluna Cervical

    Dor na coluna cervical

         A dor na coluna cervical, também chamada de dor no pescoço, cervicalgia ou até torcicolo, é muito frequente na população em geral. A maioria das pessoas acaba tendo algum sintoma semelhante em algum momento da vida.

          Em grande parte dos casos é uma condição benigna e auto-limitada, isto é, de resolução espontânea em alguns dias. Os sintomas mais comuns são dor e rigidez no pescoço, podendo ou não irradiar para a região dos ombros e braços. Muitas vezes associamos a alguma postura errada após dormir ou até mesmo mudanças de temperatura como o uso de ar condicionado. Esses fatores podem ou não estar associados, entretanto muitas vezes existe algum tipo de doença degenerativa da coluna presente. A definição de doença degenerativa é qualquer tipo de desgaste osteo-articular presente em menor ou maior grau e que frequentemente aumenta com o passar dos anos. Nem sempre conseguimos associar esse desgaste a alguma condição ou fator de risco que o paciente esteve susceptível, portanto em alguns casos fatores genéticos e até desconhecidos podem ser responsáveis.

     

          A coluna cervical tem a característica de ser muito flexível em todos os eixos, isso permite uma boa mobilidade da cabeça nos movimentos de girar, inclinar para os lados, flexionar para frente e estender para trás. Cada vez que realizamos esses movimentos, as articulações da coluna devem trabalhar de forma estável e harmônica. Essas articulações ou “juntas” devem permitir amplo movimento, mas também devem auxiliar na proteção do conteúdo interno da coluna, o tecido nervoso (medula espinhal). Entre duas vértebras cervicais (ossos da coluna) existe uma estrutura mais flexível de conteúdo líquido-proteico e colágeno chamada disco intervertebral. Essa estrutura situa-se entre duas vértebras e além de auxiliar na mobilidade entre as vértebras tem a função de “amortecedor” e de “estabilizador” no conjunto de vértebras. Por ser uma estrutura menos rígida e mais móvel do que o osso, graus variáveis de desgaste (degeneração) podem ocorrer no disco com o passar dos anos. A medida que esse desgaste aumenta, o disco tende a ficar mais fino (diminuir em altura - desidratação) e até mesmo se deslocar do seu local habitual entre duas vértebras. Esse fenômeno pode ser o desencadeador da dor cervical e até mesmo da dor que irradia para o braço se houver algum tipo de compressão neurológica associada.

        Da mesma forma, as vértebras (ossos) podem sofrer o desgaste, e nesse caso temos graus variados de deneração da cartilagem (estrutura que permite aos ossos deslizarem entre si), inflamações (artrites) e alterações no formato ósseo (artrose). Essas degenerações podem levar a um tipo particular de dor nas articulações da coluna, também conhecida como dor facetária. Todas essas alterações degenerativas do disco e do osso são irreversíveis, porém elas podem ser controladas e evitadas se adequadamente tratadas.

         As doenças da coluna cervical que mais frequentemente causam dor são: contraturas musculares (torcicolo), espondilose cervical (desgaste osteo-articular/artrose),  estenose cervical (estreitamento do canal para os nervos/raízes), hérnia de disco cervical(deslocamento do disco do seu espaço habitual), doenças reumatológicas, neoplasias e traumatismosem geral.

        As contraturas musculares e torcicolos podem indicar um simples processo agudo de esforço/má postura ou até mesmo uma condição clínica mais crônica subjacente como estenose/hérnia cervical que agudizou. A dor nesses casos comummente não é profunda, e é geralmente limitada aos músculos ao redor do pescoço. Muitas vezes um lado é mais sintomático que o outro. Tensões musculares são diferenciadas de doenças degenerativas por seu curso auto-limitado (melhora espontânea). Tensões musculares geralmente resolvem, ou pelo menos melhoram drasticamente, dentro de alguns dias ou semanas.

         A medida que envelhecemos os ossos tendem a sofrer alterações em seus formatos. Na coluna essas alterações podem criar alguns “osteófitos” (os famosos “bicos de papagaio”). Esse é um processo natural em todas as pessoas e é uma tentativa da coluna estabilizar o excesso de movimento que pode ocorrer com o desgaste dos ligamentos, desgaste dos discos e diminuição da massa muscular. A presença desses osteófitos ocupa espaço e pode comprimir áreas onde estão presentes estruturas nervosas, causando dor. Além da dor, pode haver dormências, formigamentos e até fraqueza. A esse processo de formação de osteófitos e diminuição do espaço para as estruturas nervosas, damos o nome de “estenose”.

         Já na hérnia de disco, o processo também é degenerativo, porém temos duas camadas do disco que sofrem desgastes diferentes. Uma mais externa chamada “ânulo fibroso”, um tipo de “capa” ao redor do disco. E outra mais interna chamada “núcleo pulposo”, um conteúdo maior e mais flexível (como um gel). Com o desgaste do disco, começa a ocorrer fissuras no ânulo fibroso até o seu rompimento com consequente deslocamento do núcleo pulposo. Esse processo geralmente leva meses e anos para acontecer e pode gerar dor cervical desde a fase inicial de fissura do ânulo fibroso até a herniação do disco, com consequente dor no trajeto do nervo que pode estar sendo comprimido. Nesses casos o problema é chamado de cervicobraquialgia.

        Normalmente a estenose cervical (diminuição do espaço) e a espondilose cervical (artrose) ocorrem em faixas etárias acima dos 45-50 anos. Já as doenças do disco são mais frequentes em pessoas entre 20 e 45 anos. É nesta fase que o disco está mais flexível (hidratado e mole). A boa notícia é que a maioria das hérnias de disco podem resolver ou diminuir espontaneamente com o tempo. Uma minoria dos casos pode persistir, causando sintomas prolongados de dor e até problemas neurológicos. Nesses casos pode ser necessário o tratamento cirúrgico. Casos mais raros de infecção também podem estar presentes e sempre avaliados prontamente por um médico. Nesses casos podem estar associados sintomas de febre e rigidez de nuca.

     

        Sempre procure atendimento médico se a dor ou sintomas relacionados persiste por mais de alguns dias e procure atendimento imediato, se você tem dor no pescoço com qualquer um dos seguintes sinais de emergência: febre, sensibilidade à luz, irritabilidade, dormências, fraquezas, formigamentos, sinais de cervicobraquialgia persistente e após traumatismos da cabeça ou do pescoço.

     

     

    O que pode estar causando minha dor cervical / cervicalgia?

    • Vida Diária: Estresse e tensão emocional podem causar contraturas musculares e sobrecarga/edema dos ligamentos levando a dor e rigidez. Você pode dormir mal e acordar com um torcicolo devido a uma má postura por muitas horas. A postura no trabalho, em frente ao computador, pode gerar um torcicolo. Além disso má postura no carro e em casa no sofá podem levar a contraturas.

     

    • Idade: doenças degenerativas como já mencionado, tais como espondilose/artrose, estenose e hérnias de disco.

     

    • Lesões e Acidentes: Um movimento súbito da cabeça ou pescoço, em qualquer direção. Movimentos repetitivos. Os músculos reagem contraindo e relaxando, criando fadiga muscular que resulta em dor e rigidez. Em alguns casos, causa cervicalgia crônica.

     

    • Outros Transtornos: doenças reumatológicas, neoplasias, infecções, etc.
     

     

     Como devo tratar minha dor cervical / cervicalgia / torcicolo?

    • Primeiramente você deve obter um diagnóstico preciso do que está causando sua dor. Durante sua visita ao profissional da área, o seu médico ou especialista em coluna fará perguntas e realizar alguns exames básicos. Isso é para tentar identificar a causa de sua dor e elaborar um plano de tratamento para você. Primeiro, o médico irá perguntar sobre seus sintomas atuais e os remédios que você já fez uso. Seu especialista em coluna também vai realizar exame físico e neurológico. No exame físico, o médico irá observar sua postura, amplitude de movimento e condição física, observando qualquer movimento que lhe causa dor. O seu médico irá palpar sua coluna, observar a sua curvatura e alinhamento, e sinais de espasmo muscular. Também irá verificar a região dos ombros.
      Durante o exame neurológico, o especialista em coluna irá testar seus reflexos, força muscular, outras alterações nervosas, e a irradiação da dor (por exemplo, se a dor se move para seu braço e  sua mão). Pode ser necessária a solicitação de exames complementares como: radiografia, tomografia, ressonância.
    • Geralmente as radiografias são exames de triagem iniciais e podem mostrar espaços reduzidos no nível dos discos, osteófitos e estenoses, fraturas e desgaste osteo-articular. Problemas de alinhamento da coluna também são bem visualizados. A tomografia é um exame que dá uma definição melhor das estruturas ósseas e pode ser solicitado em casos de fraturas. Finalmente a ressonância magnética pode demonstrar com bastante nitidez acometimentos do disco, dos nervos, ligamentos e músculos. Em alguns casos de investigação de distúrbios neurológicos, pode ser necessário um exame chamado eletroneuromiografia. Esses são os exames mais comuns que podem ser solicitados em dor cervical, porém existem muitos outros que são utilizados em alguns casos específicos (cintilografia, PET-Scan, discografia, etc).
    • O diagnóstico da dor cervical ou dor no pescoço nem sempre é fácil e é fundamental a correspondência dos achados clínicos com os exames apresentados. Seu especialista em coluna poderá esclarecer melhor para você na consulta.
     

    Quais as opções de tratamento para a dor cervical / dor no pescoço?

    • Em primeiro lugar, saiba que a maioria dos casos de dor cervical são tratados clinicamente com medicações e medidas de correção postural.
    • Na maioria das vezes o objetivo é aliviar a pressão na coluna cervical e o espasmo muscular.
    • Colares cervicaispodem ser utilizados por poucos dias para limitar o movimento e permitir conforto e melhora do processo inflamatório muscular.
    • Os medicamentos podem ser usados de acordo com a indicação de seu médico. Dependendo da causa da dor, podem ser prescritos: analgésicos simples, antiinflamatórios, relaxantes musculares, corticoides e analgésicos mais potentes.
    • Muitas vezes a fisioterapiaé incorporada no plano de tratamento. Formas passivas como calor, ultra-som, TENS e massagem pode ajudar a aliviar a dor e a rigidez em alguns casos. Exercícios de fortalecimento após a melhora da dor podem ajudar a estabilizar a coluna e evitar novas crises. Os fisioterapeutas também são muito importantes para educar o paciente sobre sua condição e ensinar a correção da postura e técnicas de relaxamento e estabilização muscular.
    • Em alguns casos de dor recorrente e até mesmo dificuldade em realizar a reabilitação motora, podem ser realizadas injeções de medicações na coluna, como bloqueios foraminais, bloqueios facetários e rizotomias por radiofrequência. São procedimentos minimamente invasivos e paliativos para o controle da dor e auxílio no trabalho de reabilitação. Todos esses tratamentos sempre devem ser indicados por um médico após o correto diagnóstico do problema.

     

    Cirurgia da Coluna Cervical, quando é necessária?

    • Raramente a dor cervical necessita ser tratada com cirurgia. Grande parte das condições dolorosas resolvem com o tratamento clínico. As indicações para uma cirurgia são: deficit neurológico progressivo, presença de mielopatia cervical (distúrbios para deambular, reflexos alterados, fraquezas, etc), dor intensa e intratável clinicamente, fraturas instáveis, tumores, entre outras.
      O tipo de procedimento cirúrgico depende da necessidade do paciente. O cirurgião considera a história médica do paciente, idade, condição física geral, ocupação e outros fatores. O seu médico especialista em coluna irá explicar minuciosamente suas opções de tratamento cirúrgico caso seja o caso.

    DR. LUCIANO PELLEGRINO - ESPECIALISTA EM COLU

  • Dor nas Costas na Gravidez

     

    Cerca de 50 a 70% das gestantes terão dor nas costas na gravidez. O aumento do peso durante a gravidez é uma das principais causas da dor na coluna vertebral, a qual é mais comum na região lombar (conhecida como lombalgia da gravidez).dor nas costas na gravidez tem seu pico de incidência na transição do segundo para o terceiro trimestre, porém pode ocorrer no primeiro trimestre, principalmente em mulheres que já sentiam dor lombar antes de engravidar. Além do aumento de peso, o centro de gravidade muda, causando um aumento da lordose fisiológica da coluna lombar e contratura na musculatura estabilizadora. Essa sobrecarga geral pode levar a dores localizadas acima da região dos glúteos e até mesmo dores irradiadas para os glúteos e pernas. A dor na região das articulações sacro-ilíacas (sacroileíte) também é comum nessa fase pela abertura da pelve e distensão dos ligamentos.

     

    O que devo fazer para amenizar as dores na Gravidez?

    A dor nas costas na gravidez pode ser previnida e tratada. É importante fazer uma programação correta de exercícios antes da gestação e durante o pré-natal. Os principais grupamentos musculares que precisam estar fortalecidos são o abdomen, paravertebrais, glúteos e posteriores da coxa.

    Procure evitar exercícios de impacto durante a gravidez, por isso as atividades ideais são de preferência dentro da água: Natação, hidroginástica, hidroterapia. Exercícios também muito importantes para o fortalecimento dessa musculatura e que não tem impacto são a fisioterapia, RPG e pilates.

    O controle do seu peso também é importante, mas ainda mais importante é como lidar com levantamento de pesos e carregamento de pesos. Sempre que precisar abaixar procure flexionar bem os joelhos e evitar flexionar a coluna. Movimentos de torção da coluna também podem piorar a dor. A posição de dormir ideal é de lado, com um travesseiro entre os joelhos.

     

    Se essas medidas não funcionarem?

    É importante sempre procurar uma avaliação médica quando não há controle adequado da dor. Em geral a dor nas costas ou dor lombar na gravidez melhora após os primeiros dias do parto. Em alguns casos pode persistir pela mudança brusca no peso e até o cuidado com o bebê. O uso de medicações analgésicas na gravidez é muito restrito, por isso a necessidade de avaliação de um especialista em coluna.

  • Dor nas Costas. O que pode ser?

     

    A dor nas costas é uma queixa extremamente comum na população em geral. Cerca de 80% dos indivíduos adultos terão dor nas costas durante a vida.

    Atualmente essa incidência tem aumentado em decorrência de má postura, excesso de peso e até o envelhecimento da população.

    A região da coluna onde a dor é mais frequente é a lombar. A dor lombar, ou lombalgia, na maioria das vezes é causada por contraturas ou distensões musculares que nem chegamos a perceber. Às vezes um simples movimento de levantar um peso de forma errada ou um movimento súbito de flexão e torção do tronco pode provocar esse tipo de dor. Esses são apenas alguns exemplos de inúmeras causas.

    Pode haver, entretanto, alguma outra doença associada na coluna que esteja contribuindo ou até gerando a dor. Dois exemplos muito comuns são a artrose da coluna (desgaste osteo-articular) e a hérnia de disco. Nesses casos, a dor pode durar várias semanas, meses, ou até anos, diferentemente de uma contratura ou distensão muscular mais simples.

    Algumas pessoas podem ter dor crônica nas costas com períodos de crise (episódios de dor aguda) mais ou menos intensos, inclusive com dormências nos braços ou pernas. Nesses casos sempre é importante procurar um médico antes de tomar qualquer medicação sem orientação.

     

    É importante sempre procurar atendimento quando algum dos seguintes sintomas está associado à dor nas costas:

    • Persistência da dor por mais de 1 semana
    • A dor está piorando
    • Braços ou pernas estão pesados ou sem força
    • Formigamento ou dormência nos membros
    • Perda de controle da bexiga ou intestino
    • Limitação nas atividades diárias
    • Dificuldade para andar

     

     

    Mas quais são as causas mais comuns de dor nas costas?

    A causa mais frequente é o nosso próprio comportamento durante o dia-a-dia. Tensão e estresse do cotidiano muitas vezes levam a contraturas musculares e consequente dor. A postura incorreta por muitas horas na frente do computador, sentado no trabalho, ou mesmo dirigindo, acaba determinando um desbalanço muscular na coluna com diminuição da massa muscular, sobrecarga/edema dos ligamentos e encurtamentos. Mesmo na posição em pé, por muitas horas em postura inadequada, pode levar a dor nas costas. Esses efeitos a médio e longo prazo podem causar dor crônica em graus variados e intermitentes. Em contra-partida, indivíduos que exercem trabalhos pesados, com levantamento ou movimento de pesos de forma incorreta também acabam tendo lesões musculares e dor nas costas.

    Outras causas comuns são lesões desportivas. Esportes com movimentos de torção e flexão do tronco com a musculatura da coluna despreparada ou até encurtada podem levar a lesões e dor nas costas por várias semanas. Uma ruptura do disco pode estar presente nesses casos.

    O envelhecimento da coluna é outro fator que pode gerar dor. A medida que os anos passam, os discos (amortecedores naturais da coluna) vão se desidratando, os espaços por onde passam os nervos e a medula pode ir diminuindo devido à artrose (desgaste natural da idade) e o indivíduo pode começar a apresentar dor nas costas progressiva com irradiação da dor para algum braço ou perna. A dor “corre” pelo membro de acordo com o nervo que está sendo comprimido na coluna.  Outro problema que pode estar relacionado à coluna é a dificuldade para andar devido às pernas “pesadas” ou dormentes. As principais causas para isso são problemas de coluna e problemas vasculares.

    Ás vezes a dor nas costas que “corre” ou “caminha” para a perna ("ciática") ou o braço, pode estar sendo causada por uma hérnia de disco. A hérnia de disco acontece quando o disco da coluna sai do seu local habitual. Quando isso acontece, uma parte do disco pode comprimir um ou mais nervos.

    Acidentes e traumatismos também podem causar dor nas costas, podendo ser apenas uma contusão ou até mesmo uma fratura na coluna. Nesses casos também é sempre importante uma avaliação médica.

    Indivíduos com osteoporose têm uma incidência maior de fraturas na coluna. Essas fraturas podem até mesmo ser espontâneas, sem nenhuma queda ou trauma. É sempre importante lembrar da possibilidade de fraturas em pacientes portadores de osteoporose que apresentam dor de coluna súbita.

    O excesso de peso é uma preocupação global e ele pode influenciar muito na frequência de dor nas costas. O sobrepeso aumenta a pressão nos discos da coluna e influencia no equilíbro postural fisiológico. Muitas vezes uma simples redução de peso pode melhorar o quadro doloroso. Existem também algumas doenças reumatológicas que podem interferir nas costas, como artrite reumatóide, fibromialgia e espondiloartropatias levando a sacroileíte (espondilite anquilosante, sd. Reiter, artrite psoriática). Doenças neuromusculares, neoplasias e até mesmo distrofias podem causar dor nas costas, mesmo em repouso. Deformidades da coluna como escolioses, hipo/hipercifoses e hipo/hiperlordoses também podem levar a dor nas costas de diferentes maneiras de acordo com a gravidade.

    A grande maioria dos pacientes irá melhorar com tratamento clínico e medidas conservadoras. A cirurgia da coluna está indicada em uma minoria dos casos.

    É importante sempre ter em mente que se a dor nas costas persiste ou é acompanhada de outros sintomas já mencionados, você deve fazer uma consulta com um especialista em coluna.

  • Hérnia de Disco tem Cura?

    A hérnia de disco é uma condição relativamente comum e pode ocorrer em toda a coluna, porém os locais mais comuns são a coluna lombar e cervicaldevido a maior mobilidade nessas regiões.

    Quando nos referimos ao termo "hérnia de disco" queremos dizer que a estrutura responsável por ser um "amortecedor" entre as vértebras, saiu do seu lugar habitual. Esse deslocamento do disco pode comprimir os nervos da coluna e causar dor.

    Os discos deslocados (ou herniados) geralmente são causados por esforço excessivo ou trauma. Entretanto, alguns pacientes podem desenvolver hérnia de disco devido ao envelhecimento natural da coluna e fatores genéticos.

    Uma boa notícia é que a história natural da hérnia de disco mostra que a maioria dos casos cicatrizam e acabam sendo reabsorvidos (diminuem) com o tempo. Esse período para a reabsorção é muito variável de paciente para paciente, podendo ser de algumas semanas até alguns meses. Trata-se de um processo natural de cura que pode efetivamente ocorrer ao longo do tempo. Em alguns pacientes a reabsorção pode demorar muito ou até mesmo ocorrer uma calcificação do disco, levando a sintomas persistentes.

     

    Veja na imagem da ressonância magnética abaixo um caso de hérnia de disco lombar que foi reabsorvida em 4 meses:

    Observe no caso acima que o componente hérniado (deslocado) do disco desapareceu, porém o desgaste e desidratação do disco permanece (processo irreversível de degeneração). Esse paciente ficou completamente sem dor após a reabsorção da hérnia de disco.

     

    Como se forma uma hérnia de disco?

    A hérnia de disco se forma quando ocorre uma ruptura na "capa" do disco. Essa "capa" é chamada de ânulo fibroso, sendo formado por várias fibras. Quando isto ocorre, o conteúdo (núcleo pulposo) costuma extravasar semelhante a um gel. O canal por onde passam os nervos na coluna (canal vertebral) tem espaço limitado para o conteúdo líquido e nervos. Portanto, quando o disco começa a ocupar esse espaço limitado, normalmente há compressão neurológica e dor.

    Todos nós iremos apresentar algum "desgaste" ou degeneração do disco ao longo dos anos. Esse processo geralmente se inicia aos 20 e poucos anos de idade e progride lentamente. A medida que o disco degenera, ele "desidrata", causando fragilidade na sua estrutura e maior suscetibilidade a ruptura e herniação.

    Existem alguns fatores de risco que podem acelerar esse processo como: movimentos repetitivos de flexão/torção da coluna vertebral, levantamento de pesos de forma incorreta, traumatismos na coluna, obesidade, tabagismo e genética.

     

    Quais os sintomas de uma hérnia de disco?

    A dor causada por uma hérnia de disco pode variar muito em intensidade e localização. Na maioria dos casos ela é sentida em apenas um lado do corpo.

    Se houve lesão do disco, porém sem herniação ou deslocamento significativo, a dor costuma ficar limitada a região do disco. Como exemplo comum temos a ruptura ou fissura do ânulo fibroso (a capa do disco).

    Nos casos em que a hérnia de disco efetivamente toca ou comprime as estruturas nervosas, geralmente a dor é referida em outro local ou até mesmo irradiada desde a coluna até a estrutura inervada pela raiz nervosa acometida. Nesses casos os sintomas mais comuns são: dor intensa na coluna com sensação de irradiação para um membro (braço, mão, perna, pé, etc), formigamentos, amortecimentos, câimbras, perda de força ou travamentos, etc.

     

    Como é feito o diagnóstico da hérnia de disco?

    A história clínica e o exame físico são fundamentais no diagnóstico da hérnia de disco. O relato clássico de dor na coluna com irradiação para um braço ou uma perna associado a alguma alteração de sensibilidade ou alteração motora sugere fortemente o diagnóstico. É claro que existem muitos diagnósticos diferenciais que devem ser excluídos, daí a importância da avaliação médica.

    Para auxiliar o diagnóstico, os principais exames realizados são: radiografias e ressonância magnética. Esses exames são não invasivos e permitem o diagnóstico na maioria dos casos.

     

    O tratamento para a hérnia de disco é efetivo?

    Cerca de 90% dos casos de hérnia de disco melhoram e efetivamente se resolvem com o tratamento clínico/conservador. Esse tratamento sempre deve ser indicado por um médico.

    As opções de tratamento são muitas. Nos primeiros diasé aconselhável um repouso relativo, medicações analgésicas, antiinflamatórias e algumas vezes até opióides para a crise aguda, fisioterapia analgésica e acupuntura.  Nesse momento a prática de exercícios de fortalecimento e alongamentos deve ser suspensa até a melhora dos sintomas agudos. Atividades esportivas também devem ser suspensas.

    Após a fase aguda e a melhora do processo doloroso e inflamatório, é fundamental a reabilitação da musculatura da coluna vertebral, abdomen e membros. Aqui entram técnicas de fortalecimento muscular, alongamentos e estabilização postural. Muitos casos estão relacionados a má postura crônica. Nesse momento é muito importante o acompanhamento de um fisioterapeuta para orientar os exercícios de fisioterapia motora, RPG e fortalecimento.

    A prática regular de exercícios também é muito importante para evitar novas crises e novas hérnias de disco no futuro. Os exercícios mais indicados são: caminhadas, natação, pilates, yoga e academia com restrição a alguns exercícios que podem sobrecarregar os discos.

    Cerca de 10% dos pacientescom hérnia de disco persistem com os sintomas dolorosos ou eventualmente apresentam sinais neurológicos associados e progressivos. Nesses casos, quando há falha do tratamento clínico, pode estar indicado o tratamento cirúrgico.

    Existem vários tipos de tratamentos cirúrgicos para a hérnia de disco e cada caso deve ser individualizado, daí a importância de passar em avaliação com um especialista em coluna. Atualmente damos preferência para o uso de técnicas minimamente invasivas para a retirada da hérnia de disco, onde o tempo de internação é menor e a recuperação pós-operatória é mais rápida.

    A retirada da hérnia de disco por via minimamente invasiva permite um corte mínimo na pele como nas duas imagens a seguir (ilustração e imagem intra-operatória), sem lesão muscular como nas cirurgias abertas tradicionais. É fundamental sempre passar em avaliação médica com um especialista em coluna nesses casos.

     

                                                                                  

     

     

  • Medicações

    O tratamento medicamentoso para a dor na coluna ou a dor irradiada para os braços ou pernas visa, principalmente, amenizar ou suprimir os sintomas para que o paciente possa ter uma reabilitação adequada.

    As medicações disponíveis para o controle da dor podem ser analgésicos simples, antiinflamatórios, relaxantes musculares, corticóides, medicações para dor neuropática, analgésicos opióides e até mesmo medicações injetáveis hospitalares.

    Os sintomas dolorosos podem ser leves, moderados ou fortes e devem sempre ser avaliados pelo médico, pois algumas vezes há sinais limitantes ou perda da função neurológica em níveis imperceptíveis pelo paciente.

    DR. LUCIANO PELLEGRINO - ESPECIALISTA EM COLUNA

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